Marcelo D’Salete: “A desigualdade extrema de hoje tem muito a ver com coisas que não foram superadas do período da escravidão”

Há duas HQs brasileiras que ultrapassam o sentido de entretenimento. "Cumbe" e "Angola Janga", ambas de Marcelo D'Salete, são obras que introduzem história, sociologia, antropologia, uma interdisciplinaridade necessária para os temas que o autor coloca em suas páginas. As duas HQs, lançadas pela Veneta, retratam o período colonial brasileiro, sob a ótica dos escravos.

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Contos de Mariana Enriquez tentam decifrar anos intoxicados que a Argentina viveu

"As Coisas que Perdemos no Fogo" poderia ser resumido, erroneamente, como uma coletânea de contos de terror ou suspense. Seria, também, uma definição preguiçosa. Pois o que a jornalista e escritora argentina Mariana Enriquez entrega é uma seleção de textos que carregam como pano de fundo a política, a ditadura militar que castigou seu país, afetos intransponíveis e solidão.

Jeff Lemire recria os caminhos para a redenção em Nada a Perder

A HQ Nada a Perder, de Jeff Lemire

A HQ "Nada a Perder", de Jeff Lemire, é uma obra que trata de redenção. A história de dois irmãos que se reencontram após anos afastados mostra a capacidade de criar cenários envolventes e que emocionam o leitor.

Caderno de Memórias Coloniais: Isabela Figueiredo entrega livro bruto e necessário

A portuguesa Isabela Figueiredo comete em "Caderno de Memórias Coloniais" uma obra imprescindível para entender o mundo confuso em que sobrevivemos.

Rosalie Lightning: Tom Hart exala a dor de perder a filha

Rosalie Lightning, de Tom Hart

Impossível ler "Rosalie Lightning" e não lembrar de Tiago Ferro e o seu "O Pai de Menina Morta" — ou, pelo menos, da história real que Ferro enfrentou anos atrás. O autor americano Tom Hart enfrenta o luto e busca saídas para entendê-lo nesta HQ em que relembra a morte de sua filha pequena.

A Terra dos Filhos retrata decadência humana

"A Terra dos Filhos" (Veneta), do italiano Gipi, é daquelas obras que precisam existir. HQ poderosa, com traço realista, ela incomoda ao levar o leitor a universos tão distantes quanto possíveis.

Selva Almada: “Estou viva apenas porque tive mais sorte do que outras”

Selva Almada, autora de "Garotas Mortas", fala sobre o livro em que recupera a história de três meninas assassinadas na Argentina. "A violência de gênero atravessa geografias, classes sociais, níveis de educação."

Notas de um Leitor — edição 7

Nana Queiroz

A coluna encerra sua trajetória com destaque para dois livros de não ficção: "Presos que Menstruam", de Nana Queiroz, e "A Arte do Descaso", de Cristina Tardáguila. Também tem comentários de obras de Dalton Trumbo, Sándor Márai e Timothy Snyder. O top 5 é de Ian McEwan.

Patricio Pron: “Os países não são feitos para nos satisfazer”

Patricio Pron

"O Espírito dos Meus Pais Continua a Subir na Chuva" é uma pequena joia que mostra como a literatura latino-americana contemporânea está atuante na busca de entender o passado ditatorial. Não são poucos os exemplos, e o argentino Patricio Pron se insere na lista com vigor. Ele conversou com o blog e falou sobre literatura, exílio e jornalismo.

Ana Paula Maia: “Todos os meus livros são brutos”

A escritora Ana Paula Maia

"Todos os meus livros têm por base essa investigação e especulação sobre a natureza da maldade." É dessa forma que Ana Paula Maia descreve seu trabalho. Em entrevista, ela fala sobre seu trabalho e os personagens, dominados pela violência e a presença de animais. Comento também sobre a leitura seguida de cinco de seus livros.