Brasil, Comentário, Ficção

Precisamos falar sobre a edição de “Obra Completa”, de Raduan Nassar

Vamos combinar uma coisa de início. Se a "Obra Completa", de Raduan Nassar, fosse editada pela Rocco ou pela Intrínseca, do jeito que ela acabou de ser publicada, iria ser alvo de críticas ferrenhas por parte do jornalismo cultural da grande imprensa, dos blogs intelectualoides, que adoram receber mimos de grandes editoras e posam de… Continuar lendo Precisamos falar sobre a edição de “Obra Completa”, de Raduan Nassar

Comentário, Ficção, Portugal

As névoas da memória

Quando li que Raduan Nassar se inspirou em "A Paixão", do português Almeida Faria, para escrever "Lavoura Arcaica", me vi obrigado a ler o livro lançado originalmente em 1965. "A Paixão" faz parte da tetralogia lusitana - os outros livros, inéditos no Brasil, são "Cortes", "Lusitânia" e "Cavaleiro Andante". Depois de anos fora de catálogo,… Continuar lendo As névoas da memória

Arquivos, Brasil, Cinema/Roteiro, Ficção, Reportagem

O dia em que encontrei Raduan Nassar

Em 2005, quando "Lavoura Arcaica" completou 30 anos, a Companhia das Letras lançou uma edição comemorativa do livro. Para marcar a data, Raduan Nassar se encontrou com Luiz Fernando Carvalho, diretor da adaptação cinematográfica, num cinema em São Paulo para falar sobre sua obra máxima. Para completar os festejos, o filme saía pela primeira vez… Continuar lendo O dia em que encontrei Raduan Nassar

Brasil, Comentário, Ficção

“Só usa a razão quem nela incorpora suas paixões”: os 35 anos de “Um Copo de Cólera”

Raduan Nassar é o autor do meu livro de cabeceira, aquele que a gente chama de favorito, o eleito para levar para uma ilha deserta, o que visitamos de tempos em tempos: "Lavoura Arcaica" (Companhia das Letras). Li pela primeira vez em 2005, tardiamente, já quando a obra completava seus 30 anos. Li e reli.… Continuar lendo “Só usa a razão quem nela incorpora suas paixões”: os 35 anos de “Um Copo de Cólera”

Entre parêntesis, Marrocos, Portugal

Do Facebook para a cabeceira

"O Josué bebeu a voz do pai do Cosme e envolveu-se de felicidade, transformou-se em açúcar. O Josué teve vontade de abraçá-lo, mas permaneceu no centro do alguidar, de pé, como se fosse espalhar-se numa explosão incandescente." Uma amiga me mandou esse trecho, do "Livro" (Companhia das Letras), escrito pelo português José Luís Peixoto, pelo… Continuar lendo Do Facebook para a cabeceira