Arquivos, Comentário, Estados Unidos, Não ficção

Dos arquivos: O estranhamento como arma para entender o Japão

Imagina-se que Tóquio, capital de primeiro mundo, esteja imune a certos crimes. Jake Adelstein fez o possível para provar que essa sensação não corresponde à realidade. Em "Tóquio Proibida" (Companhia das Letras), o jornalista norte-americano de origem judaica desce ao submundo japonês para relatar casos de tráfico de mulheres, ações da Yakuza, a máfia local, e… Continuar lendo Dos arquivos: O estranhamento como arma para entender o Japão

Comentário, Inglaterra, Não ficção

“Devoradores de Sombras” ilumina o caminho do jornalismo com a história de Lucie Blackman

As referências o comparam a "A Sangue Frio", de Truman Capote, e "A Canção do Carrasco", de Norman Mailer. E "Devoradores de Sombra" (Três Estrelas) cumpre a promessa que é vendida ao leitor. O livro reportagem do jornalista inglês Richard Lloyd Parry é um mergulho profundo na história que paralisou Japão e Inglaterra na virada… Continuar lendo “Devoradores de Sombras” ilumina o caminho do jornalismo com a história de Lucie Blackman

Comentário, Ficção, Japão

O primeiro Murakami

1 Haruki Murakami sempre me rondou. Desde a época em que sua obra se dividia entre a Estação Liberdade e a Objetiva. Era um autor que me atraia a atenção toda vez que cruzava em uma livraria. Mas sempre ficara na intenção. 2 Yasunari Kawabata é meu escritor japonês favorito, o que me toca e… Continuar lendo O primeiro Murakami

Comentário, Ficção, Japão

Um escritor que desafiou os tabus do Japão

Após ler "Diário de um Velho Louco" (Estação Liberdade), fiquei curioso em conhecer mais da obra do japonês Junichiro Tanizaki. Nesse livro, o escritor trata de sexualidade e tabus numa sociedade que respeita as tradições e vê na ocidentalização mais do que um choque cultural, mas principalmente uma quebra de costumes ancestrais. Nada então como… Continuar lendo Um escritor que desafiou os tabus do Japão

Comentário, Ficção, Japão

A perversão de um velho louco diante da morte

O trabalho que a editora Estação Liberdade vem fazendo com a literatura japonesa é semelhante ao que a Editora 34 realiza com a literatura russa. Traduções diretas do original, cuidado nas edições, bom acabamento e curadoria de autores que vão dos clássicos aos mais desconhecidos. Da Liberdade, sou seguidor das obras de Yasunari Kawabata. Recentemente, li… Continuar lendo A perversão de um velho louco diante da morte

Entrevista, HQ, Moçambique

Rui Tenreiro: “O historicamente correto é irrelevante e até indesejável”

A Bolha é uma pequena editora do Rio de Janeiro, com um trabalho artesanal de primeira e um catálogo pequeno, mas escolhido com olhos cirúrgicos. É dela o essencial “Gigantes do Jazz”, de Studs Terkel, tratado aqui. Uma das melhores coisas da editora é a HQ “A Celebração”, do moçambicano Rui Tenreiro. Radicado na Suécia, ele… Continuar lendo Rui Tenreiro: “O historicamente correto é irrelevante e até indesejável”

Arquivos, Colômbia, Comentário, Ficção, Japão

Dos arquivos: Yasunari Kawabata

Houve uma época que, em momentos de tensão ou ansiedade, eu recorria a Gabriel García Márquez. Qualquer livro, para ler ou reler, era uma espécie de recarga. Um porto seguro. Sua leitura devolvia as forças necessárias para o momento. O mergulho em seu universo proporcionava esse alívio. Hoje, Gabo foi substituído por Yasunari Kawabata. Sua… Continuar lendo Dos arquivos: Yasunari Kawabata

Brasil, Comentário, Crônicas, Gastronomia, Relatos de viagem

Um Japão servido ao ponto

Entro na Fnac e vejo o cartaz: Feirão de Livros. Não sabia e nem era meu objetivo passar pela livraria. O cartaz provocou um desvio de rota. Procuro pelas prateleiras ou mesas com os livros da promoção. E nada. Até que pergunto a um vendedor onde ficam os livros do tal feirão. Ele me indica… Continuar lendo Um Japão servido ao ponto

Comentário, Crônicas, Ficção, Japão

Um país do século 10 transportado para a cabeceira

"Da primavera, o amanhecer. É quando palmo a palmo vão se definindo as esmaecidas linhas das montanhas e no céu arroxeado tremulam delicadas nuvens." Assim começa "O Livro do Travesseiro" (Editora 34), obra escrita no final do século 10 e início do 11, pela japonesa Sei Shônagon, dama da corte a serviço da imperatriz, em… Continuar lendo Um país do século 10 transportado para a cabeceira