Patricio Pron: “Os países não são feitos para nos satisfazer”

Patricio Pron

"O Espírito dos Meus Pais Continua a Subir na Chuva" é uma pequena joia que mostra como a literatura latino-americana contemporânea está atuante na busca de entender o passado ditatorial. Não são poucos os exemplos, e o argentino Patricio Pron se insere na lista com vigor. Ele conversou com o blog e falou sobre literatura, exílio e jornalismo.

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Em “A Noite da Espera”, Milton Hatoum entrega um romance sobre a memória e paciência

Milton Hatoum volta ao romance com a primeira parte de uma trilogia sobre Brasília e os anos da ditadura. "A Noite da Espera" conta a história de Martim, filho de pais separados que precisa se ajustar à vida na capital.

Kucinski acerta contas em “Os Visitantes

Este é o quarto livro do escritor tardio - começou a escrever ficção aos 74 anos. Todos giram em torno de dois temas: a ditadura militar e a morte da sua irmã pela repressão. Foi assim com "K.", o mais biográfico, "Você Vai Voltar para Mim" e fraquíssimo "Alice". Para ler este "Os Visitantes", é … Continue lendo Kucinski acerta contas em “Os Visitantes

Ivone Benedetti sobre o impeachment: “O que ganhamos?”, pergunta a autora de “Cabo de Guerra”

Tradutora de filosofia, de Llosa, Primo Levi, Eco e Balzac, entre outros autores, Ivone Benedetti volta à ficção com "Cabo de Guerra" (Boitempo), estupendo (me desculpem pelo adjetivo logo no primeiro parágrafo) livro sobre o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985). A autora foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2009, com "Immaculada" … Continue lendo Ivone Benedetti sobre o impeachment: “O que ganhamos?”, pergunta a autora de “Cabo de Guerra”

“Torço para que um dia o Brasil eleja um presidente com coragem para abrir os arquivos secretos da ditadura”

"Passadas três décadas do fim do regime militar, o Estado brasileiro ainda não abriu os arquivos secretos que poderiam elucidar o destino dos 243 desaparecidos políticos e a cadeia de comando responsável pelas 434 vítimas fatais da ditadura civil-militar. Desde 1985, quando o Brasil voltou a ser governado por um civil, as Forças Armadas se … Continue lendo “Torço para que um dia o Brasil eleja um presidente com coragem para abrir os arquivos secretos da ditadura”

“Cova 312”: quando o jornalismo autocelebratório esconde a história

O blog é entusiasta de livros de não ficção, especialmente os de longa reportagem. Muito além do gosto pessoal por esse gênero, essa preferência tem a ver com a mudança dos rumos do jornalismo. Acredito que esse tipo de narrativa, mais longa e detalhada, é o caminho no qual veículos médios e grandes deveriam apostar. … Continue lendo “Cova 312”: quando o jornalismo autocelebratório esconde a história

Notas de leitura – Martín Kohan em dobro

"Segundos Fora" (Companhia das Letras), de Martín Kohan O escritor argentino une boxe, jornalismo, música clássica e crime neste romance. Em 1923, uma luta de boxe foi decidida por causa de um erro do juiz, que se perdeu na contagem do tempo. O lutador que estava na lona se levantou e venceu o combate. O … Continue lendo Notas de leitura – Martín Kohan em dobro

A música brega como resistência

"Nos anos 70 era assim: todo mundo pichava todo mundo. Ainda não havia se instalado a ditadura do politicamente correto, quando todos parecem andar sobre ovos. Antigamente, a pichação era ampla, geral e irrestrita. Críticos, artistas, jornalistas, radialistas, apresentadores de TV, ninguém tinha papas na língua." Esse trecho abre o 10º capítulo de "Eu Não … Continue lendo A música brega como resistência

Dos arquivos: O sonho que precede a vingança

Começa com uma cena de crime. Um padre é assassinado no povoado de Tres Perdices, no que poderia se chamar de Argentina profunda. Ninguém entende. É o início de "A Quem de Direito" (Companhia das Letras), romance de Martín Caparrós, que capta um momento da história argentina para revivê-lo anos depois. Carlos era um militante … Continue lendo Dos arquivos: O sonho que precede a vingança

Dos arquivos: Um massacre desvendado

A história parece ficção. Um grupo de homens que ouvia uma luta de boxe pelo rádio em 1956 é subitamente levado para um bosque e fuzilado. Aqueles homens seriam esquerdistas, assim pensava o comando militar que ordenou a missão. Eram apenas homens comuns. O fato ganhou ares de fantasia quando se descobriu que parte daquele … Continue lendo Dos arquivos: Um massacre desvendado