O adeus de um leitor a Philip Roth

Philip Roth, morto em 22 de maio

Este não é um texto crítico, analítico, nem um obituário clássico — você já deve ter lido tudo isso em outros lugares, muito mais qualificados. Escrevo apenas uma memória, várias memórias que Philip Roth provoca neste momento em que surge a despedida.

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De Carlos Heitor Cony, restam as memórias de seus livros

O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, morto neste sábado, 6 de janeiro, foi um dos autores que li com mais intensidade, em um período de dois anos. Resgato algumas memórias e lembro que seus livros não estão mais comigo.

Ferreira Gullar, 1930-2016

"turvo turvo a turva mão do sopro contra o muro escuro menos menos menos que escuro menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo escuro mais que escuro: claro como água? como pluma? claro mais que claro claro: coisa alguma e tudo (ou quase) um bicho que o universo fabrica … Continue lendo Ferreira Gullar, 1930-2016

Geneton Moraes Neto, 1956-2016

  "A condição de repórter em Geneton é imbatível, é nele uma segunda natureza e, como profissional, a própria razão de ser. (...) Ele tem duas qualidades que o lendário Herbert Mathews apontava como essenciais num repórter: a humildade e a paciência. No trato com a notícia, que respeita reverente e trata com unção, Geneton é … Continue lendo Geneton Moraes Neto, 1956-2016

Sobre Péter Esterházy (1950-2016)

Do húngaro Péter Esterházy, morto recentemente, só li dois livros, dois títulos que me sempre me deixaram na fissura de ler mais do autor: "Uma Mulher" e "Os Verbos Auxiliares do Coração", ambos lançados pela Cosac Naify. Li os dois livros antes da abertura deste blog. Portanto, fui aos arquivos para recuperar um texto sobre um deles, apenas para … Continue lendo Sobre Péter Esterházy (1950-2016)

Hector Babenco, 1946-2016

Hector Babenco, morto neste 14 de julho, era um cineasta intimamente ligado aos livros. Toda sua obra tem ligação direta ou indireta com a literatura. Foi diretor capaz de enfrentar tabus (imagine tratar de homossexualidade em 1984, em tela grande, com ator estrangeiro, na cidade de São Paulo, no final da ditadura, querendo se disfarçar … Continue lendo Hector Babenco, 1946-2016

Sobre Lee e Eco

Aqueles que me acompanharam estão indo embora. Nomes tão existentes, em maior ou menor grau, partem, uma insistência da vida em reafirmar seu fim. Nomes que talvez pensássemos eternos encaram os limites impostos pelo tempo. Quando olhamos as idades das pessoas que morreram, é possível enxergar certa coerência. Mas, mais do que concordar que os 80 … Continue lendo Sobre Lee e Eco

Os mortos que não li

Günter Grass e Eduardo Galeano. A segunda-feira começou com a notícia da morte dos dois escritores. Há muito a se lamentar. Galeano (1940-2015) era uma voz altiva na América Latina, referência da esquerda no continente. Uruguaio, foi autor de "As Veias Abertas da América Latina" e "O Futebol ao Sol e à Sombra". O escritor … Continue lendo Os mortos que não li

David Carr, 1956-2015

Não sei como o livro chegou às minhas mãos. Mas rapidamente se tornou uma leitura compulsiva e que me faz relembrá-lo regularmente. A morte de David Carr, jornalista e colunista de mídia do "The New York Times", me fez buscar "A Noite da Arma" (Record), sua autobiografia, dos livros mais corajosos e que deveria ser … Continue lendo David Carr, 1956-2015

Manoel de Barros, 1916-2014

Por Paulo Sales Há alguns anos, quando morava em São Paulo, acompanhei um primo que queria comprar artigos eletrônicos numa tal Galeria Pajé, no centro da cidade. No meio do caminho, passei por uma livraria e comprei dois livros do poeta Manoel de Barros, cuja obra começava a conhecer naqueles dias através de pesquisas na … Continue lendo Manoel de Barros, 1916-2014