“E a História Começa”: Amós Oz reflete sobre as aberturas dos livros

O editor da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, escreveu no blog da editora, na semana passada, um texto sobre começos de livros. Apresenta uma boa reflexão, mas o dono do maior conglomerado editorial do país - que inclui, além da casa-mãe, Objetiva, Alfaguara, Sumo das Letras, entre outros selos menores - cometeu um erro. Disse … Continue lendo “E a História Começa”: Amós Oz reflete sobre as aberturas dos livros

Quando publicar jornalismo literário se tornou um ato de preguiça editorial

Vez ou outra, minhas leituras são interrompidas por livros que pedem para ultrapassar a fila imediatamente. Por melhor que seja o título da cabeceira, outros se impõem e me forçam a deixá-lo de lado. "Entre Fiéis", do Naipaul, e "Rostos na Multidão", de Valeria Luiselli, dois livraços, tiveram que ser abandonados temporariamente. O motivo: "41 Inícios Falsos", … Continue lendo Quando publicar jornalismo literário se tornou um ato de preguiça editorial

Ainda sobre Umberto Eco

Fui à estante olhar os livros de Umberto Eco e peguei "Diário Mínimo" (Record), uma coletânea de textos que ele escreveu para jornais e revistas em que o humor e a paródia dominam. Se Eco escrevesse esses textos hoje, seria taxado de fascista, comunista, reacionário, ignorante, entre outros adjetivos nada lisonjeiros. Pois como resistir ao … Continue lendo Ainda sobre Umberto Eco

Achados da Estante Virtual – “Negociando com os Mortos”

Por Enzo Potel Em algum momento do ano passado, estive procurando resenhas de obras da Margaret Atwood, de quem até então nada havia lido, e descobri “Negociando com os Mortos” (Rocco), um livro espetacular sobre a escrita de ficção. A vida de Atwood é apenas uma discreta moldura com a qual ela vai questionando sua … Continue lendo Achados da Estante Virtual – “Negociando com os Mortos”

Notas do Carnaval

O feriado começou com um livro em andamento, "O Pai Morto" (Rocco), de Donald Barthelme, saudado como um dos grandes lançamentos do ano passado. Elogiado por nomes como Thomas Pynchon e Salman Rushdie, o autor é lembrado por sua irreverência e liberdade artística, retratadas na falta de convenções em suas narrativas. O livro tem 239 páginas. É … Continue lendo Notas do Carnaval

Notas de Leitura

"Micróbios" (Cosac Naify), de Diego Vecchio O livro foi muito bem comentado quando saiu no Brasil. O escritor argentino teve uma boa ideia ao formatar o livro: são nove contos que tratam de enfermidades diferentes, tendo como cenário uma região do planeta. A solução criou um conjunto vigoroso, quando trata dos limites humanos, mas causa indiferença … Continue lendo Notas de Leitura

Notas de leitura

"Meus Documentos" (Cosac Naify), de Alejandro Zambra Quando entrevistei Alejandro Zambra, para falar de "Formas para Voltar para Casa" (Cosac), ele falou que livros devem ser escritos para encontrar manchas onde se pensava que não havia nada. Falávamos das memórias que seus livros buscavam, de como a ditadura chilena influenciou a vida de muitos após 1973. Três … Continue lendo Notas de leitura

Por dentro de “As Quatro Estações” – O livro do disco

O Legião Urbana e Renato Russo estão vivendo uma espécie de revisitação. Involuntária ou não, essa volta ao trabalho da banda, desta vez por meio dos livros, ajuda a entender a importância dela na época em que surgiu e como seu legado ainda surte efeito, seja em quem descobriu o grupo recentemente, seja no fã de … Continue lendo Por dentro de “As Quatro Estações” – O livro do disco

Notas de leitura

"28 Contos" (Companhia das Letras), de John Cheever Comecei a ler o autor americano por "Bullet Park" (Companhia das Letras), romance curto lançado há dois anos no Brasil. Mas o melhor de Cheever, como atestam os críticos, são os contos. Como explica Mario Sergio Conti no prefácio, a coletânea da qual foram retirados contos desta edição … Continue lendo Notas de leitura

Jornalismo na mira: o que restou dois anos depois da explosão da Mídia Ninja

Há quase dois anos, o Brasil vivia os protestos nas ruas que, primeiro, queriam derrubar o aumento das tarifas de ônibus e, depois, gritavam contra praticamente tudo: corrupção, impunidade, governo, capitalismo e por aí vai. Viveu também os ataques dos black blocs, que destruíram lojas, bancos e patrimônio público. Simultaneamente, o país descobriu uma nova … Continue lendo Jornalismo na mira: o que restou dois anos depois da explosão da Mídia Ninja