Notas de um Leitor — edição 7

Nana Queiroz

A coluna encerra sua trajetória com destaque para dois livros de não ficção: "Presos que Menstruam", de Nana Queiroz, e "A Arte do Descaso", de Cristina Tardáguila. Também tem comentários de obras de Dalton Trumbo, Sándor Márai e Timothy Snyder. O top 5 é de Ian McEwan.

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Notas de Leitura: uma decepção, um assombro

Já vivi um tempo em que me sentia obrigado a chegar ao final de um livro que não estava me encantando. Caminhava até a última página, com muito custo, levando o tempo necessário. Hoje, já não me sinto culpado por fechar um livro e devolvê-lo à estante da biblioteca caso ele não tenha me conquistado. … Continue lendo Notas de Leitura: uma decepção, um assombro

“O Dono do Morro” é a história de como o acaso moldou um traficante

Misha Glenny escreve muito bem. O jornalista inglês tem três livros lançados no Brasil, daqueles que são devorados em curto espaço de tempo. "McMáfia", mesmo com suas 464 páginas, se transforma em vício logo depois de iniciada a leitura. Trata das organizações criminosas ao redor do mundo, inclusive o Brasil, e como elas coexistem. Entre as atividades … Continue lendo “O Dono do Morro” é a história de como o acaso moldou um traficante

Notas de Leitura – Livros que precisam ser lidos

Gosto de escrever umas notas de leitura para dar vazão a livros lidos, relidos ou que mereçam ser selecionados por algum motivo. São textos curtos, sem o compromisso de esmiuçar tanto a experiência. . Alguns livros merecem um texto mais aprofundado, mas o dia a dia não me permite e não gostaria de deixar passar tanto … Continue lendo Notas de Leitura – Livros que precisam ser lidos

A leitura de “Os Vestígios do Dia” incorpora o mordomo de Anthony Hopkins e “Downton Abbey”

Alguns livros, quando leio depois de ter assistido ao filme em que se inspirou, ficam encharcados da memória visual. Como se fosse impossível criar, imaginar rostos, trejeitos e lugares diferentes daqueles vistos na tela. "Os Vestígios do Dia" (Companhia das Letras), de Kazuo Ishiguro, é um desses exemplares cuja leitura fica indissociável do filme dirigido por … Continue lendo A leitura de “Os Vestígios do Dia” incorpora o mordomo de Anthony Hopkins e “Downton Abbey”

“Vale Tudo da Notícia”: Como o jornalismo de Rupert Murdoch levou um título centenário ao chão

A história é conhecida. Jornalistas de veículos de Rupert Murdoch, especialmente do tabloide "News of the World", foram pegos numa trama de escutas ilegais que desembocou na prisão de um editor e no fim do jornal. Foi um escândalo detonado por investigações jornalísticas, um trabalho que levou alguns meses até ser publicado no "The Guardian" … Continue lendo “Vale Tudo da Notícia”: Como o jornalismo de Rupert Murdoch levou um título centenário ao chão

Notas do Carnaval

O feriado começou com um livro em andamento, "O Pai Morto" (Rocco), de Donald Barthelme, saudado como um dos grandes lançamentos do ano passado. Elogiado por nomes como Thomas Pynchon e Salman Rushdie, o autor é lembrado por sua irreverência e liberdade artística, retratadas na falta de convenções em suas narrativas. O livro tem 239 páginas. É … Continue lendo Notas do Carnaval

Achados da Estante Virtual – “A Bússola de Ouro”

Por Enzo Potel Os primeiros capítulos são geniais, depois "A Bússola de Ouro" (Objetiva), do escritor inglês Philip Pullman, vira um "Código Da Vinci" para crianças. Sério. A maneira como meu cérebro foi estimulado na leitura daqueles primeiros três, quatro capítulos, tentando compreender o que era da nossa dimensão e o que não era, parecia uma … Continue lendo Achados da Estante Virtual – “A Bússola de Ouro”

“A Balada de Adam Henry” em três atos

1 Li Ian McEwan pela primeira vez em algum momento no final dos anos 90. Seus livros eram publicados pela Rocco - hoje, o catálogo pertence à Companhia das Letras. Não lembro mais qual foi o livro que me iniciou em sua obra - "Ao Deus-Dará", "A Criança no Tempo", "Amsterdam" e "Primeiro Amor, Último … Continue lendo “A Balada de Adam Henry” em três atos

Uma decepção chamada “Funny Girl”. Ou como Nick Hornby conseguiu entregar um livro chato

Sou leitor de Nick Hornby desde 1998, quando foi publicado em português, pela primeira vez, "Alta Fidelidade" (na época, Rocco, hoje, Companhia das Letras). Li, desde então, todos os seus livros: "Um Grande Garoto", "Febre de Bola", "Como Ser Legal", "Slam", "Uma Longa Queda" e "Juliet, Nua e Crua". Sua prosa límpida, bem construída e … Continue lendo Uma decepção chamada “Funny Girl”. Ou como Nick Hornby conseguiu entregar um livro chato