Colômbia, Crônica

A volta passa pelos 90 anos de Gabo

Li meu primeiro Gabriel García Márquez talvez tardiamente, aos 23 anos. Estava na minha segunda faculdade e me vi impelido a ler o colombiano. Não me recordo do motivo de até então não ter entrado na obra do colombiano, tanto que o exemplar de "Cem Anos de Solidão", o Gabo inaugural, uma edição antiga da… Continuar lendo A volta passa pelos 90 anos de Gabo

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Argentina, Colômbia, Comentário, Ficção, Notas de leitura

Notas de Leitura: Sobre Samanta Schweblin e Juan Gabriel Vásquez

Das boas leituras que tive neste final de ano, a argentina Samanta Schweblin (1978) e o colombiano Juan Gabriel Vásquez (1973), praticamente contemporâneos, reforçam a ideia de que há uma literatura vigorosa no continente. Seus livros recuperam a tradição narrativa de seus conterrâneos e trazem algo com uma lufada de urgência, ao recuperar gêneros e temas caros… Continuar lendo Notas de Leitura: Sobre Samanta Schweblin e Juan Gabriel Vásquez

Colômbia, Comentário, Não ficção

“A Ausência que Seremos”: A história recente da Colômbia revista pelas memórias do pai assassinado

É preciso uma dose de coragem para cutucar algumas histórias. O colombiano Héctor Abad teve mais do que isso, teve pulso para escrever um livro em que reconta a vida de seu pai, assassinado em praça pública por grupos de extrema. "A Ausência que Seremos" (Companhia das Letras) rouba um verso de poema atribuído a… Continuar lendo “A Ausência que Seremos”: A história recente da Colômbia revista pelas memórias do pai assassinado

Brasil, Colômbia, Crônicas, Ficção, Não ficção, Notas de leitura

Notas de leitura – Fli-BH

O Festival Literário de BH, apelidado desde o início pelos organizadores de Fli-BH (por que todos querem ser parecidos com a Flip? Não dá para ser mais criativo e fugir das siglas Fli-alguma coisa?), acontece em sua primeira edição nos dias 25 a 28 de junho. Entre os autores confirmados para o evento, estão Juan… Continuar lendo Notas de leitura – Fli-BH

Colômbia, Comentário, Ficção

A música que levou María del Carmen por Cali

Fui entusiasmado para a leitura de "Viva a Música!" (Rádio Londres), do colombiano Andrés Caicedo (1951-1977). A reportagem que me levou ao livro foi publicada na "Folha" - e no texto estão todos os motivos responsáveis. Não conhecia Caicedo, falha que deveria corrigir urgentemente. Mas o entusiamo sofreu um baque, pois o livro chegou após… Continuar lendo A música que levou María del Carmen por Cali

Colômbia, Entrevistas, Ficção, Listas, Não ficção

Um feriado com Gabo

Como toda véspera de feriado, o blog preparou uma lista de livros como sugestão de leitura. Desta vez, a seleção homenageia Gabriel García Márquez (1927-2014). Os livros podem ser percorridos nos quatro dias. Por isso, clássicos como "Cem Anos de Solidão" e "Amor nos Tempos do Cólera" ficam de fora. São livros que têm espaço… Continuar lendo Um feriado com Gabo

Colômbia, Crônica, Obituário

Obrigado, Gabo (1927-2014)

Estou longe de casa. Portanto, longe dos meus livros do Gabriel García Márquez. Eu queria agora poder reler páginas de seus livros, relembrar personagens, histórias, cenários. Essa era a vontade - é. A morte talvez seja uma motivadora dessas revisões, espécie de homenagem ou de agradecimento. E não quero escrever aqui um obituário. Não tenho… Continuar lendo Obrigado, Gabo (1927-2014)

Colômbia, Comentário, Ensaio, Ficção, Inglaterra

“A que propósito evolucionário a nostalgia poderia servir?”: a finitude em três livros

1. O livro abre com um ensaio sobre o balonismo. Depois, permeia a fotografia e a relação levemente ficcionada entre Sarah Bernhardt e Félix Nadar. O terceiro ensaio trata da perda da mulher do autor. De alguma forma, os três textos se entrelaçam, ao dar significado a novas maneiras de ver o mundo - do… Continuar lendo “A que propósito evolucionário a nostalgia poderia servir?”: a finitude em três livros

Arquivos, Colômbia, Comentário, Ficção, Japão

Dos arquivos: Yasunari Kawabata

Houve uma época que, em momentos de tensão ou ansiedade, eu recorria a Gabriel García Márquez. Qualquer livro, para ler ou reler, era uma espécie de recarga. Um porto seguro. Sua leitura devolvia as forças necessárias para o momento. O mergulho em seu universo proporcionava esse alívio. Hoje, Gabo foi substituído por Yasunari Kawabata. Sua… Continuar lendo Dos arquivos: Yasunari Kawabata