Da biblioteca de casa, Poesia, Polônia

Da biblioteca de casa: a poesia de Wislawa Szymborska

“Não há perguntas mais urgentes
do que as perguntas ingênuas”

“Existe então um mundo assim
sobre o qual exerço um destino independente?
Um tempo que enlaço com correntes de signos?
Uma existência perene por meu comando?
A alegria da escrita.
O poder de preservar.
A vingança da mão mortal.”

“Escuto vozes
não menos que os mais veneráveis santos.
Vocês se espantariam
com minha performance ao piano.
Flutuo no ar como se deve
isto é, sozinha.
Ao cair do telhado
desço de manso na relva.
Respiro sem problema
debaixo d’água.
Não reclamo:
consegui descobrir a Atlântida.
Fico feliz de sempre poder acordar
pouco antes de morrer.
Assim que começa a guerra
me viro do outro lado.
Sou, mas não tenho que ser
filha da minha época.”

(Wislawa Szymborska)

*****

17484335Os versos acima foram retirados da coletânea “Poemas” (Companhia das Letras). O livro reúne 44 poemas da polonesa e traz uma boa introdução à obra da poeta, escrita pela tradutora Regina Przybycien. Wislawa venceu o Nobel em 1996.

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