Brasil, Da biblioteca de casa

“Macbeth”, por Barbara Heliodora (1923-2015)

“Eu já vivi bastante. A minha vida
Já murchou, como a flor esmaecida;
E tudo o que nos serve na velhice –
Honra, respeito, amor, muitos amigos,
Não posso ter, mas, sim, em seu lugar,
Pragas contidas, honras só de boca,
Dadas sem coração, por covardia.”

“Quase esqueci que gosto tem o medo.
Outrora meus sentidos gelariam
Com um guincho à noite; e a minha cabeleira
Com um relato de horror ficava em pé,
Como se viva; estou farto de horrores:
O pavor, íntimo do meu pensar,
Já nem me assusta”

(“Macbeth”, de Shakespeare, na tradução de Barbara Heliodora)

*****

A crítica teatral e tradutora Barbara Heliodora | Foto: Ricardo Moraes/Folhapress
A crítica teatral e tradutora Barbara Heliodora | Foto: Ricardo Moraes/Folhapress

Se um dia eu li Shakespeare, foi por causa de Barbara Heliodora. Foi ela a responsável pela vontade de ir mais a fundo na obra do autor. Recomendo “Reflexões Shakesperianas” (Lacerda Editores).

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