Uma festa dos livros em BH

Por Lygia Calil

A exemplo de outras cidades brasileiras, como Paraty, e mineiras, como Araxá e Poços de Caldas, Belo Horizonte acaba de ganhar um festival de literatura. Com anúncio na Academia Mineira de Letras, o Festival Literário Internacional (Fli-BH) será realizado de 25 a 28 de junho.

Seis nomes já foram anunciados pela organização: os escritores brasileiros Milton Hatoum, Eric Nepumoceno e Maria Esther Maciel, o mexicano Juan Pablo Villalobos, o colombiano Santiago Gamboa e o fotógrafo argentino Daniel Mordzinski – o chamado “fotógrafo dos escritores”.

O escritor mexicano Juan Pablo Villalobos, que participará da Fli-BH
O escritor mexicano Juan Pablo Villalobos, que participará da Fli-BH

A programação irá se concentrar no Parque Municipal e no Teatro Francisco Nunes, na região Centro-Sul, mas outros espaços, como bibliotecas e centros culturais espalhados por todas as regiões da cidade receberão atividades. Entre as ações previstas, haverá encontros, mesas-redondas, debates, saraus e noites de autógrafos. Extrapolando a literatura, outras artes também serão contempladas em espetáculos e exposições.

A partir de abril, os centros culturais receberão atividades de preparação para o evento principal, como oficinas. A agenda oficial, porém, ainda não foi divulgada.

De acordo com uma das curadoras do evento, a jornalista e romancista Leida Reis, outros escritores serão anunciados até a realização do evento. “Ainda estamos definindo os nomes. Optamos por um recorte de língua espanhola, que tem revelado uma nova geração literária muito importante, especialmente entre os latino-americanos”, diz.

Outra curadora do festival é Beatriz Hernanz, diretora do Instituto Cervantes na Espanha, que não esteve no lançamento oficial. Segundo a coordenadora do festival, Fabíola Ribeiro Faria, a espanhola tem ajudado na comunicação com autores estrangeiros. “Ela está no epicentro do que está acontecendo no mundo, em contato com a vanguarda da literatura hispânica e é muito valiosa por poder trazer tudo isso ao festival”, afirma Fabíola.

Assim como a Bienal do Livro, o evento será realizado a cada dois anos. A diferença entre os eventos, para o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas de Oliveira, é o caráter comercial do primeiro. “Nosso objetivo não é vender livro, mas, sim, formar leitores”, diz.

Projeto do terceiro curador do evento, Afonso Borges, o Roteiro Literário prevê a criação de um circuito turístico baseado na vida de grandes escritores que moraram em Belo Horizonte na primeira metade do século 20, como Pedro Nava e Guimarães Rosa. Carlos Drummond de Andrade será o primeiro. “Queremos mapear onde eles circularam. Esta não será uma ação pontual, mas, sim, continuada”, diz.

Outro projeto a ser realizado a partir do festival que se estenderá para além da programação é o Ponto do Livro, que oferecerá obras gratuitamente nos pontos de ônibus da cidade.

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A reportagem completa foi publicada em “O Tempo”

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