Brasil, Entrevista

Dissecando Nick Hornby

HORNBY alta fidelidadeO blog abre espaço pela primeira vez para a academia. Como o assunto Nick Hornby é caro a este editor, desde que li pela primeira vez o escritor inglês, em 1998 – seu “Alta Fidelidade”, com aquela primeira capa da Rocco (ao lado)-, não poderia deixar de entrevistar o jornalista Thiago Pereira, que defendeu em seu mestrado a dissertação “Da Vida Mediada Pelo Pop – Representação e Reconhecimento da Cultura Midiática em Ficções de Nick Hornby”.

A dissertação tem como linha mestra dois romances de Hornby, “Alta Fidelidade” (Companhia das Letras) e “Juliet Nua e Crua” (Rocco).

Hoje professor da PUC-Minas e do Instituto de Ciências Humanas, Thiago passou pelos principais veículos de comunicação de Belo Horizonte, em todas as plataformas – impresso, TV, rádio e internet. Além da carreira acadêmica, edita o ótimo blog Material.

Na conversa, ele fala não somente sobre seu mestrado, mas também de Nick Hornby, suas obras e sua herança e cultura pop.

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O escritor inglês Nick Hornby | Foto: Sipa Press/Rex Features
O escritor inglês Nick Hornby | Foto: Sipa Press/Rex Features

De onde veio a ideia para a dissertação?
Veio da vontade de fazer um mestrado, da necessidade de ter um projeto de pesquisa que pudesse me consumir por quase dois anos sem que, ao longo desse percurso, eu quisesse desistir ou jogar tudo fora. Obviamente isso aconteceu, claro (rs). Não sei se posso dizer que, estilisticamente, Hornby é um daqueles autores que me saltam aos olhos, mas seguramente posso dizer que é um dos autores que mais “falam” comigo e com parte de minha geração. E eu estava muito interessado no fenômeno comunicacional de sua obra, em como ela é recebida pelos leitores, quais os possíveis parâmetros e identificação, de reconhecimento e o que ele fazia, literariamente, para representar isso.

E o que você chama de ‘isso”?
“Isso” é aquilo que chamamos de cultura pop, algo que me parece tão importante e presente nos nossos processos de subjetivação, mas que ao mesmo tempo aparece como algo “previamente” dado, compreensível, sem alguma estrutura conceitual. É aquela velha história: é muito comum pesquisarmos o que somos (ou o que achamos que somos) e seguramente foi essa minha motivação secreta, não assumida. Embarquei na viagem de tentar encontrar rastros históricos possíveis para uma noção de pop, tendo como meta de orientação o seu “uso” em dois romances de Nick Hornby – “Alta Fidelidade” e “Juliet Nua e Crua” -, mas sem deixar de navegar por outras obras dele.

Você liga uma capa de disco de Bob Dylan a um filme, no caso, “The Freewheelin’ Bob Dylan” e “Vanilla Sky”, que transformaria a referência em algo a ser assumido pelo espectador. No caso dos livros de Nick Hornby, como e o que poderia ser ligado à cultura pop? A lista top 5 me parece um caso que se tornou domínio público.
Na verdade, é o próprio filme (“Vanilla Sky”) que faz essa ligação, numa cena em que o personagem principal se refere à sua “ideia” de amor como algo como aquela capa clássica, Dylan e Suze Rotolo abraçados na neve de Nova York. Mais do que uma referência a ser assumida pelo espectador, essa cena me diz de um reconhecimento de quem está vendo, da possibilidade do espectador pensar: “Ei, sou isso também”. No sentido de que a ideia de amor venha registrada por meio de marcas (códigos, linguagens…) pautadas pelos produtos da cultura de massa, via um filtro pop, que nos subjetivam, que falam de coisas que temos e que não são literalmente objetivas. Não conseguimos definir o que é amor objetivamente, portanto busco signos espalhados por aí, que significam esse sentimento para nós. E o que nos subjetiva, o que está dentro, é “ilustrado” sentimentalmente pelo que está no mundo lá fora. Cameron Crowe, diretor do filme, esse eterno jovem idealizado pelo rock e pelo pop, é sagaz nesse sentido em boa parte de sua obra, sempre dando um jeito de “espalhar” esses pedaços de si, na espera de que o espectador também se reconheça e veja nisso um código, um diálogo, um meio de se comunicar.

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A capa do álbum “The Freewheelin’ Bob Dylan”

E como Nick Hornby trabalhou essa tentativa de reconhecimento?
Bem, Nick Hornby de certa forma fez disso o eixo central de sua obra. Por meio de representações do que ele – e eu tento aprofundar, na pesquisa – tem de sensibilidade pop. Os produtos consumíveis, os suportes midiáticos da sociedade de consumo (música, cinema, séries televisivas etc) não são apenas consumíveis, são formadores de nossa subjetividade, por meio do contato sensível que temos com eles. A obra de Hornby parece estar o tempo todo nos lembrando disso, de uma forma quase defensiva, o que torna as coisas ainda mais interessantes, no meu ponto de vista. Porque se torna mais um elemento de artilharia na velha discussão entre alta e baixa cultura, por exemplo. Ele “prova” que o pop é viável, que não (apenas) nos é válvula de escape ou de entretenimento. E como você mesmo coloca, é curioso (um mérito maior para ele? volta e meia me pergunto isso) que a própria obra de Hornby, um bom vendedor e de interessante alcance midiático, se tornou mais um desses signos aparentes da cultura pop. Não é muito difícil encontrar com referências hornbyanas por aí: assim de supetão, além do “quase canônico” top 5, me lembro que uma das festas mais bacanas e conhecidas de Belo Horizonte hoje se chama Alta Fidelidade.

É possível hoje diferenciar alta e baixa cultura?
Talvez seja possível, mas num sentido quase anedótico, nostálgico, meio dândi, digamos assim. Num evento em um desses salões que são verdadeiros bastiões da “sala de ópera”, por exemplo. E não quero soar irônico: talvez isso nos sirva como uma espécie de diapasão, uma lembrança, o sol poente que está indo embora, mas está ali ainda. A questão é que essa diferenciação não me parece exatamente necessária, visto o que autores como Walter Benjamin, Susan Sontag ou os estudos sobre cultura da mídia nos apresentaram. Ou, para colocar as coisas em um terreno mais prático/ou visível: quando as equalizações culturais e sociais ressoam em frequências não muito distantes (penso naquela clássica “hora do funk” nas festas de casamento/formatura em qualquer lugar ou classe social) ou no poder que a mídia teve, no bem e no mal, de colocar todo mundo no mesmo lugar assistindo à novela. Isso para simplificar bastante a questão. Aliás, o próprio Hornby tem um conto lúcido sobre essa questão – que permeia boa parte da obra – e sem, digamos, nenhuma referência pop imediata. “Jesus Mamilo”, da coletânea de contos “Falando com o Anjo” (Rocco), é das coisas mais bacanas que ele já fez e trata com absurda precisão esse tema.
O que percebo hoje, em diversos níveis, é uma corrida pelo contrário: um interesse genuíno e quase obrigatório – uma correção política? – de recolher o que foi varrido para debaixo do tapete depois de gerações e gerações pautadas por essa discussão que, de saída, me parece ser percebida por demais num parâmetro qualitativo (“o que é bom e o que é ruim?”) e que no fim das contas soa pouco analítica e meio estabelecida, “dada” demais.

Você concorda com a tese de “Alta Fidelidade”, de que somos definidos pelo que ouvimos, lemos e assistimos? Ela ainda vale atualmente, em que redes sociais parecem ter mais influência do que as obras?
Não integralmente, mas aí temos que lembrar que essa é uma tese de Rob Fleming e não de Hornby. Ou seja, trata-se de um personagem fictício, em quem é possível redimensionar e editar a noção da realidade pela criação da literária. O que me parece é que quando Hornby cria esse tipo de persona em “Alta Fidelidade” ele está menos interessado em defender a ideia de que “somos assim e assado” e mais preocupado em dizer que “também somos assim e assado”. Somos – no contexto da sociedade contemporânea, midiática – muito sensíveis aos signos pop que nos cercam, e não teria como ser diferente. E que não tem problema nenhum em ser assim. Curioso é que me parece – e a dissertação de certo modo trabalha nessa chave – que o próprio Hornby se esforçou, com o passar das obras, em desfazer essa imagem do sujeito que se realiza completamente com “os cinco discos que ele levaria para uma ilha deserta”. “Juliet Nua e Crua”, a outra obra analisada na dissertação, me soa como o ápice dessa leitura: um certo “amadurecimento pop” e pessoal. Seu brilhante livro de ensaios “31 Canções” (Rocco) também aborda muito essas questões.

Cena do filme baseado em "Alta Fidelidade"
Cena do filme baseado em “Alta Fidelidade”

E em relação às redes sociais, como isso ocorre?
Sobre a tese de Fleming valer em tempos de redes sociais, de informações fragmentadas, sem narrativas prontas, aí valeria outra pesquisa. Porque entram várias variáveis no bolo, inclusive a concepção de obra – não podemos nos esquecer que Fleming é um sujeito de discos, CDs, e não da informação meio randômica dos MP3s. Mas, tendo como ponto de partida que os elementos formadores de um certa sensibilidade pop estão sempre por aí, mesmo que espalhados, poderia fazer sentido. Apesar de que, pessoalmente, me interessa e até me fascina uma certa “desguetização”, um certo abandono aos clubes, aos círculos fechados, que o sujeito contemporâneo hoje parece se inserir.

“Alta Fidelidade” seria possível hoje, uma época sem álbuns, sem canções ouvidas na íntegra e somente em shuffle?
Pois é, aí eu já não sei. Porque ao mesmo tempo que pensamos que essas noções de contato com a música mudaram, essa noção de obra que estávamos falando, de alguns “cânones” ( “A primeira vez que escutei ‘Dark Side Of The |Moon’ “… “O lado B de ‘Houses of the Holy’ do Led é o lado mais experimental deles”…”Como assim você não conhece o Prefab Sprout?” e por aí…) são alimentadas pelo mesmo tipo de contexto social/cultural de “Alta Fidelidade”, que fala de uma paixão não apenas pela música, mas também de uma “paixão por quem tem paixão pela música”.
É o lance do reconhecimento, que foi tão brilhantemente representado por Hornby nessa obra. E essa necessidade de se reconhecer no outro – ou nos gostos do outro – segue a pleno vapor, seja nas comunidades virtuais dedicadas a “The Big Bang Theory” ou na turma que bate ponto diariamente no New Album Releases [site que coloca lançamentos musicais para download],  para ficar em dois exemplos de atualidades, seja na imensa “indústria afetiva” de nostalgia que nos cerca. Se você postar no Facebook o vídeo de “This Is The Sea”, do Waterboys; se eu linkar uma entrevista rara do Nick Drake pescada no You Tube no Twitter, teremos como resposta algumas pessoas que se reconhecem, um código implícito em cada linha escrita em “Alta Fidelidade” e que, aliás, é retomada brilhantemente pelo Hornby em “Juliet”, cujo protagonista tem como centro de socialização um grupo de discussão sobre um artista cult.
Particularmente sinto falta da resenha regada a cerveja ou café (ou numa loja de discos…) a respeito dessas criações que tanto dizem sobre nós. De um certo esnobismo, uma arroganciazinha meio charmosa que permeia os personagens de “Alta Fidelidade”, sinto menos falta… Mudaram os suportes, as noções de esfera pública, mas a paixão ainda resiste, seguramente.

O elenco de "Big Bang Theory"
O elenco de “Big Bang Theory”

Qual o legado de Nick Hornby a partir de “Alta Fidelidade”? Como ele moldou a cultura pop nos anos 90 e 00?
É um dos escritores mais influentes de sua geração, que é esta que você apontou. Uma geração que, mais do que assumir que a mídia também foi sua babá, passou a pensar, a tensionar criticamente através de obras essa força. Nesse sentido, “Alta Fidelidade” se filia à turnê “Zoo TV”, do U2, por exemplo; ou com os filmes de Tarantino ou Kevin Smith; ou até, correndo o risco de estar forçando uma barra, com o hiperpop das artes visuais de artistas como Jeff Koons. Quando penso nos (bons, às vezes ótimos) livros de gente como Tony Parsons ou David Nicholls, penso que Hornby de certa forma “autorizou” esse tipo de coisa. e que talvez ele mesmo fique meio puto com o fato de, por exemplo, não estar catalogado em títulos como “1001 Livros para Ler Antes de Morrer”, justamente porque esse tipo de formato de obra utiliza de um recurso no qual ele pode ser seguramente creditado por, na falta de termo melhor, popularizar: as listas.

Num trecho que você destaca do livro “31 Canções”, Hornby diz que reconhece a superioridade de Cole Porter em relação a Madonna, mas que entrou numa loja de discos e comprou um CD de música pop que não conseguia parar de ouvir. Assim é a obra de Hornby?
Essa superioridade a que ele se refere, creio, diz de alguns parâmetros específicos, que, sim, não podem ser completamente ignorados, que talvez não signifiquem que uma coisa é boa apenas por seguir certos parâmetros, mas por concatenar algumas opções, digamos, estéticas, que saltam aos olhos. Mas vejamos: Hornby é um extremo defensor do prazer como guia de fruição artística, até onde entendo – o que, particularmente, acho uma boa pedida. Minha relação com meu gosto, meu prazer e também meu poder crítico tende a considerar muito o prazer da experiência, a tê-lo em alta conta. Um bom livro de Hornby, para mim, entra nesse setor.

Se tirarmos as referências pop dos livros de Nick Hornby, o que sobra? 
Um belo de um escritor. Sua capacidade de contar boas histórias, de construir bons personagens, me impressiona – e de certo modo parece não depender do pop. Mas veja: sou daqueles que precisa de uma Emma Bovary, de um Portnoy, de um Samsa do mesmo jeito que preciso de um Will Freeman, de “Um Grande Garoto”. E Hornby é pleno em me oferecer esses personagens mundanos, cotidianos, próximos de uma forma mais imediata, no sentido de contemporâneos (até porque elenquei personagens favoritos que seguem muito desses padrões). Os autores, digamos, opacos, que trabalham a questão da linguagem, das possibilidades narrativas, podem ser absurdamente fascinantes também, óbvio. Mas acho louvável as transparências que nos confundem, que nos fazem os personagens dentro daquela história. Pop à parte, Hornby faz isso como poucos.

Download-livro-Febre-De-Bola-Nick-Hornby-em-ePUB-mobi-e-PDFO que faz os livros de Hornby serem lidos e discutidos? 
Do que percebi com minha pesquisa, no caso do Brasil, Hornby é consideravelmente lido, mas pouco discutido, pelo menos academicamente. Encontrei pouca fortuna crítica nacional e a que me guiou bastante, por razões naturais, se refere a um espetacular artigo do meu orientador, Márcio Serelle. Agora, principalmente nas mesas de bar, nos círculos de música, esportes, já que percebo que “Febre de Bola” (Companhia das Letras) se tornou uma bela referência para a turma do futebol, e de quem gosta de certa literatura contemporânea pautada pelo pop, Hornby reina. É impressionante o poder de “ligação” que obras como “Alta Fidelidade” possuem. E, vamos combinar, trata-se de um mérito e tanto: num mundo tão imagético, um autor que consiga atravessar a fronteira entre a cerveja (ou o café) e o papo furado, e especialmente um autor que, penso eu, possui qualidades evidentes com escritor, é um fato que pode e deve ser comemorado.

O que faz sua obra tão presente?
Creio que seu poder de representar, por meio de adoráveis personagens, muitos que acreditam que aquela canção meio lado B do Cure (como, sei lá, “Push”) ou aquele filme esquisito do Richard Linklater (tipo “Slacker”) ou aquele gol aos tantos do segundo tempo são tão formadores da personalidade do sujeito contemporâneo quanto sua capacidade de somar 2 + 2 ou de entender que o mundo já não é mais dividido como na Guerra Fria. Hornby, como todo bom romancista, trata de temas universais através de filtros bastante atraentes, próximos, possíveis. Muitos dos livros dele cativam aquela sensação: “Eu sei o que é isso”. E alguns especificamente podem até levar aquele pensamento que beira o despeito: “Eu poderia ter escrito isso”. Bem, você poderia. Hornby escreveu. Uma jogada pop típica das boas, como aquela canção do Roberto (ou do Lulu, ou do Samuel etc).

Quais os grandes méritos da prosa de NH?
Ficaria com sua fluidez narrativa, com heranças claras do romance realista do século 19, mas com a economia descritiva típica da geração midiática; cortes e alguma velocidade, mas deixando espaço para alguma imaginação. Sua capacidade de compor personagens que parecem sempre dialogar com proximidade com o leitor; adoro “Slam” (Rocco), por exemplo, pela caracterização ultra sensível de um moleque, pai adolescente que poderia ser eu, da mesma forma que gosto do “vagabundo” cheio de grana que é Will Freeman, por representar um perfil que parecemos invejar, mas que, no fundo, no fundo, temos mesmo é certa pena. De novo: as conexões pop (essenciais) de Hornby fazem parte do conteúdo de suas narrativas, mas creio que seja a forma clássica de ele contar – e inventar – boas histórias seu maior mérito.

clubeEscritores brasileiros entraram na onda de Nick Hornby nos últimos anos. Cito, por exemplo, Clara Averbuck, Leandro Leal, Andre Takeda, Nina Lemos. Como avalia essa proliferação de Nicks Hornbys?
Não sei se eles exatamente entraram na onda, tenho mais um palpite de que Hornby escancarou um possível, com perdão da expressão, filão mercadológico/literário que já estava por aí. Se você perguntar pro Takeda, por exemplo, de quem tenho os livros e gosto bem, especialmente “Clube dos Corações Solitários” (Conrad), corre o risco de ele citar autores que já trabalhavam nesse intercâmbio entre literatura e cultura midiática – ou pelo menos autores que capturaram com alguma clareza a geração (já) amamentada pela mídia, como, em maior ou menor grau, Douglas Coppland, Rick Moody, Anne Tyler, Bret Easton Ellis, Jay McInnerney. Que, por sua vez, podem ter buscado inspiração em autores que foram em busca daquela inevitabilidade social que podem ter motivado Jack Kerouac, Truman Capote, Norman Mailer, Ken Kesey. E por aí vamos indo, em diversas áreas de narrativas artísticas/culturais.

No Brasil, então, quem melhor se aproxima do inglês?
Para citar alguém com que, particularmente, traço uma espécie de sensibilidade próxima com Hornby no Brasil, fico com Felipe Hirsch, que, aliás, é dono da melhor adaptação de uma obra de Hornby, dentro as que conheço: a peça ” A Vida É Cheia de Som e Fúria”, inspirada em “Alta Fidelidade”. A sensibilidade pop, a inteligência, o equilíbrio entre o denso e o comunicável, o tratar o “espectador” com grandeza e possibilidade de entendimento são coisas que eles parecem ter em comum. Uma obra de Hirsch como “A Menina Sem Qualidades”, exibida pela MTV há alguns anos, é digna de figurar entre as melhores leituras da sociedade contemporânea, absolutamente grande, concatenando entretenimento e tensão artística com uma precisão invejável.

11033414Para fechar, faça um top 5 dos livros de NH.
Hornbyanamente, o momento mais difícil desse papo. Hoje vou assim:

5. “31 Canções”
4. “Febre de Bola””
3. “Alta Fidelidade”
2. “Slam”
1. “Juliet Nua e Crua”

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Um comentário em “Dissecando Nick Hornby”

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