Apoio à leitura

Iniciativas que difundem a leitura: uma do Maranhão, outra de Minas

A leitura pode não ser um dos hábitos mais comuns no Brasil. Pesquisas indicam que o brasileiro lê, em média, de 1 a 4 livros por ano. É pouco. Nem precisa comparar com outros países. É pouco de qualquer jeito.

Os números não refletem um momento, mas sim uma série histórica. Então, o resultado é apartidário. Todos têm culpa. Ponto.

O interessante é observar algumas iniciativas que pipocam pelo Brasil, com o intuito de promover a leitura. Iniciativas que passam longe da mão estatal, de qualquer esfera. São pessoas comuns que resolvem, por vários motivos, difundir e espalhar cultura.

O blog vai começar a partir de hoje a divulgar essas ações. Há o caso de um cobrador de ônibus que empresta livros. Do taxista que vende seus próprios poemas. De bibliotecas montadas em distritos e pequenas comunidades. Todo esse material poderá ser acessado na categoria Apoio à Leitura.

Para começar,  os exemplos das jornalistas Rafaela Marques e Leida Reis. São propostas diferentes, mas que de alguma forma espalham livros por seus locais.

Rafaela é sócia da Matilde – Conteúdo e Guerrilha, uma agência de comunicação de São Luís. Ela criou o tumblr À Disposição e colocou seus livros para empréstimo. O esquema está todo explicado lá, mas vale apenas para São Luís, claro.

Assim ela explicou a iniciativa:

“Tenho muitos livros e gosto bastante de emprestá-los, simplesmente porque emoção e conhecimento são duas coisas que merecem que a gente divida. Empresto vários, nem sempre voltam, mas quem devolve já pode pegar o próximo. Quem não devolve parte meu coração. Tô aqui há dias pensando em um jeito de não represar nas minhas prateleiras todas essas histórias, informações, tudo isso, e ao mesmo tempo não perder nada.”

Leida Reis é também escritora, autora de “A Invenção do Crime” e “Quando os Bandidos Ouvem Villa-Lobos” (ambos Record). Ela acabou de criar uma espécie de biblioteca comunitária, instalada numa mercearia em Belo Horizonte.

Ela explica:

“A ideia da Mercearioteca vem da Borrachalioteca de Sabará, que criou uma biblioteca comunitária já com duas filiais naquela cidade. A ideia é manter a circulação dos livros. Todos temos mais ou menos livros que não consultamos, que apenas repousam em nossas bibliotecas particulares. Meu marido, geógrafo por formação que trabalha com consultoria ambiental numa empresa que atende mineradoras, acabou comprando uma pequena mercearia na esquina de casa. Coloquei, por descuido, dois livros meus lá, e foram vendidos. Então imaginei a biblioteca comunitária naquele espaço. Comecei uma campanha e arrecadei livros suficientes para começar a Mercearioteca. Quero mostrar que ainda há espaço para o livro de papel e haverá durante um bom tempo. Antes mesmo da montagem da biblioteca, algumas pessoas já pegaram livros que lá ficaram nos cantos. E vão também doar. Ou seja, será uma via de mão dupla.”

Se você conhecer alguma iniciativa que difunda a leitura, mande a sugestão para o blog. Os caminhos estão neste link.

Anúncios

1 thought on “Iniciativas que difundem a leitura: uma do Maranhão, outra de Minas”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s