Brasil, Não ficção, Notas de leitura

Notas de leitura – Para tentar entender o Brasil (e a Copa)

61598_gg“A Copa Como Ela É” (Companhia das Letras), de Jamil Chade
Lançado apenas em formato digital, pela coleção Breve Companhia, o livro é uma longa reportagem do jornalista de “O Estado de S. Paulo”. Ele investiga as relações um tanto nebulosas entre Fifa e CBF, não só para trazer a Copa para o Brasil, mas também como os principais atores das duas entidades, Joseph Blatter e Ricardo Teixeira, jogavam para se manter no poder e, no caso do brasileiro, subir à entidade máxima. Histórias de bastidores, o descaminho da candidatura brasileira, de país da Copa privada ao da Copa do BNDES. O jornalista começa no nascedouro da ideia, passa pelo lobby para a escolha, numa eleição com candidato único, já em 2007, e o que foi feito desde então. No mínimo, esclarecedor.

LV331200_Z“1889” (Globo), de Laurentino Gomes
O jornalista e escritor fecha sua trilogia de datas da história recente do Brasil, após retratar a chegada da corte portuguesa em “1808” e a Independência em “1822”. Neste, Gomes mergulha na proclamação da República. A proposta é a mesma, tratar da história num tom jornalístico, num texto fluente e longe dos academicismos. O escritor, neste volume, se preocupou com todo o contexto que cercou o nascimento da República. Perfilou personagens raramente lembrados, como Benjamin Constant, recuou no tempo e deu, em alguns momentos, tratamento de thriller – como no caso do Baile da Ilha Fiscal, a última festa do Império, uma semana antes do 15 de novembro, e da saída de Pedro 2º e da corte do Brasil. Baseado numa extensa pesquisa, feita no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, Gomes fecha sua trilogia talvez com seu melhor livro.

operacao_banqueiro“Operação Banqueiro” (Geração), de Rubens Valente
O livro foi lançado pela coleção História Agora, que já publicou títulos como “A Privataria Tucana” e “Sanguessugas do Brasil”. Este “Operação Banqueiro” escapou um pouco da batalha partidária, até porque PT e PSDB estão bem envolvidos na trama principal: a história de Daniel Dantas. Rubens Valente, repórter da “Folha de S.Paulo”, escreveu o livro baseado numa extensa investigação, com documentos inéditos, que revelam como se forjou a teia de proteção e ataque de DD. Em alguns momentos, a leitura se torna cansativa, mas os fatos narrados são tão mirabolantes que eliminam qualquer chance de desistência. O blog tentou entrevistar o autor. Chegamos a conversar pelo Twitter e por email, mas logo em seguida minha conta no Twitter foi invadida e minhas mensagens não chegavam mais a ele por email. Pura coincidência.

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