Comentário, Estados Unidos, Ficção

A bebida como inspiração

13597_ggNo post sobre “A Lenda do Santo Beberrão”, de Joseph Roth, coloquei como leitura complementar “Pergunte ao Pó”, de John Fante. Dias depois, numa livraria, me deparei com “Pileques” (Companhia das Letras), de F. Scott Fitzgerald. Acho que vale acrescentar como sugestão, ao lado de Fante.

No título, mais do que excertos, cartas e aforismos, está um fabuloso texto que ele escreveu para a “Esquire”, em 1936: “O Colapso Nervoso”.

No ensaio, um dos mais poderosos já escritos sobre o alcoolismo, Fitzgerald, contemporâneo de Roth e, como ele, companheiro de vício, consegue tratar do seu problema sem ser explícito, sem precisar citar claramente a bebedeira. Trata do bloqueio criativo após anos de excessos sem comiseração.

Talvez não seja o seu melhor texto, mas é excepcional como autoanálise.

Para conhecer Fitzgerald, o caminho é ir atrás de seus romances e contos. Como sugestão:

  • “O Grande Gatsby” (Penguim-Companhia das Letras), na opinião do blog, sua obra-prima
  • “24 Contos” (Companhia das Letras), indicação de Paulo Sales, do blog “Este Lado do Paraíso”. A tradução é de Ruy Castro
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