Brasil, Comentário, Crônicas, Música

O jazz pelas mãos de Veríssimo e Vinicius

Há escritores que escrevem como se tocassem jazz – caso de Júlio Cortázar. E há aqueles que mergulham no jazz como amantes.

Casos de Luís Fernando Veríssimo e Vinicius de Moraes, que escreveram como o gênero modificou suas vidas.

foglio_lfv_capa_ebookDe Veríssimo, a Objetiva, por meio do selo Foglio, lançou “Jazz”, uma coletânea de textos que o escritor publicou tendo o gênero musical como tema. O volume traz também crônicas inéditas.

O Foglio é dedicado a seleções de crônicas, contos e poemas, com até 30 mil palavras, lançado apenas em e-book, com preços de R$ 4 a R$ 8.

Este de Veríssimo tem por mérito compilar em um único volume seus textos sobre jazz, um recorte dos mais saborosos do cronista.

As crônicas foram escritas quando Veríssimo morava nos Estados Unidos, nos anos 50. Lá, ele assistiu a apresentações de Miles Davis, Charlie Parker, Chet Baker, entre outros. Suas crônicas são uma espécie de retrato de uma época, relatos de quem vivenciou a história se transformando em sua frente.

13489_ggVinicius de Moraes opta por um caminho diferente em “Jazz&Co.” (Companhia das Letras), reunião de textos que o compositor escreveu quando também morava nos Estados Unidos em meados da década de 40. O livro foi organizado por Eucanaã Ferraz, que cuida do trabalho de reedição dos livros de Vinicius na editora.

Em “Jazz&Co.”, Vinicius refaz a história do jazz, das suas origens nos escravos ao nascimento de subgêneros, como o spiritual. Passa pelo blues, enaltece Bessie Smith e termina com poemas.

Como escreve Luis Fernando Veríssimo na orelha do livro, “Vinicius é um guia perfeito”.

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Sinapses

  • “Todo Aquele Jazz” (Companhia das Letras), de Geoff Dyer
  • “Gigantes do Jazz” (A Bolha), de Studs Terkel
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2 comentários em “O jazz pelas mãos de Veríssimo e Vinicius”

  1. Preciso comprar esse de Verissimo. Pena que só tem digital. Soube que o livro de Jorginho Guinle sobre jazz também é precioso. E como dica para os seus leitores (acredito que você já tenha lido), cito três grandes livros sobre o gênero: Ao vivo no Village Vanguard (Max Gordon) e os livros de Ashley Kahn sobre os clássicos Kind of Blue e A love supreme.

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