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Notas de leitura

frete-gratis-cidade-dos-anjos-caindo-john-berendt_MLB-O-163570796_7520“Cidade dos Anjos Caindo” (Objetiva), de John Berendt
Uma reportagem que muitos críticos comparam ao trabalho de Truman Capote, o livro é uma deliciosa crônica de Veneza, seus tipos, sua história e entranhas.

Em 1996, um incêndio destruiu o teatro La Fenice, obra do século 18. Berendt resolve então passar as férias em Veneza, envolvido pelas histórias que cercavam a tragédia – havia sugestões de que o incêndio poderia ter sido criminoso.

O jornalista passa a percorrer ruas para tentar entender não só o mistério, mas Veneza, seus moradores e a vida da cidade. Vai encontrar personagens valiosos, como um vidreiro cuja técnica é herança de 21 gerações de sua família. Ou o chef que fazia veneno de rato. Passeia por festas e monumentos. Visita as casas de Henry James e Ezra Pound.

Editor da “The New Yorker” e autor de “Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal”, filmado por Clint Eastwood, Berendt ainda investiga o mecenato que toma conta de Veneza, com todos os interesses embutidos. Isso tudo envolto num texto digno da revista norte-americana.

Psicose_capa“Psicose” (Darkside), de Robert Bloch
O filme “Hitchcock” conta a história de como Alfred Hitchcock produziu “Psicose”, ao superar a desconfiança do estúdio e apostar num livro de terror lançado na época – 1959. O entusiasmo do diretor era tanto que ele mandou comprar todos os exemplares disponíveis para que ninguém soubesse qual seria o desfecho.

Ausente em português, o livro saiu no ano passado por uma editora dedicada a obras de terror, a Darkside – ainda que “Psicose” não seja um terror em sua definição – em edição caprichada.

Hitchcock praticamente levou o livro inteiro para o filme. As cenas, a narrativa, diálogos, o roteiro do filme se confunde com o livro de Bloch. Mas este talvez seja uma exceção à regra de que todo livro é melhor do que o filme. Afinal, por mais que Bloch consiga imprimir tensão e mistério nas duas cenas chaves da história – o chuveiro e a descoberta da mãe de Norman Bates -, o que Hitchcock filmou é infinitamente superior à sua inspiração.

Marilyn-1“Marilyn” (Record), de Norman Mailer
Esta não é uma biografia tradicional. Norman Mailer escreveu um misto de ensaio com biografia, em que conta a história de Marilyn Monroe, mas também analisa a mulher e não esconde o encanto que tinha pela atriz.

O cinema também é retratado com vigor no livro, com casos de atores, diretores e produtores da época. Todos em volta de Marilyn.

Emerge do livro de Mailer uma mulher atormentada, depressiva, violentada quando criança e que não sabia lidar direito com seu encanto. O escritor busca entender os dramas da atriz, seus casamentos – a descrição da relação com Arthur Miller seja talvez a melhor forma para compreender Marilyn.

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