Alemanha, Ensaio, Estados Unidos, Ficção, Notas de leitura, Policial/Suspense

Notas de leitura

Notas de Leitura é uma seção que comenta rapidamente livros que foram lidos pelo autor do blog e que valem ser registrados. Esta é a primeira edição.

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senhorita“A Senhorita de Scuderi” (Civilização Brasileira), de E.T.A Hoffmann
Considerado o primeiro romance policial da literatura alemã, publicado em 1820, saiu pela coleção Fanfarrões, Libertinas e Outros Heróis. Uma mulher de 73 anos, famosa escritora, é levada a investigar uma série de crimes quando recebe uma encomenda no meio da noite. Homens que iriam levar joias a suas amantes são mortos antes da entrega, e as joias desaparecem.

A novela se passa na Paris de 1680, e o autor alemão joga o leitor no meio da cidade e de toda a sua fauna. O ritmo é vertiginoso, com ações que se sobrepõem e conduzem o leitor ao desfecho. Sem apelar para mudanças de rumo miraculosas, Hoffmann escreve com elegância e simplicidade.

bullet_park_capa“Bullet Park” (Companhia das Letras), de John Cheever
Sempre que ouço ou leio sobre John Cheever, lembro do episódio de “Seinfeld”, em que é relevado que o futuro sofro de George Costanza teve um caso amoroso com o escritor americano.

Nunca tinha lido nada de Cheever até “Bullet Park”. E me arrependo pela demora. Escrito em 1969, este, chamado de “O Grande Gatsby” de Cheever, é um retrato cruel dos subúrbios norte-americanos, em que uma falsa sensação de bem-estar e convivência feliz emerge das casas e dos moradores. Nesse cenário, as aparências são fundamentais para a sobrevivência.

Cheever é conhecido pelos seus contos, estes sim considerados o ouro de sua produção – o que ajuda a compreender a concisão de “Bullet Park”, contado em 219 páginas.

13312197“Os Crimes de Paris” (Três Estrelas), de Dorothy Hoobler e Thomas Hoobler
Com o subtítulo “O Roubo da Mona Lisa e o Nascimento da Criminologia Moderna”, o livro encanta qualquer um que já tenha assistido a seriados que tratam de investigações – como “CSI”, “Criminal Minds”. E quem não tem ideia do que se trata, vai encontrar uma leitura envolvente que mistura reportagem, história e pesquisa, numa obra muito bem escrita.

O ponto de partida do livro é o roubo da “Mona Lisa” em 1911. O quadro de Leonardo da Vinci foi levado do Louvre sem despertar suspeitas e deixar estragos – este roubo foi o tema de “Valfierno” (Companhia das Letras), escrito pelo argentino Martín Caparrós.

A dupla de autores então mostra como detetives e investigadores mergulharam no caso e tiveram que desenvolver técnicas para resolver o caso. Paralelamente ao roubo do Louvre, outros crimes se juntam à narrativa para mostrar como a criminologia estava se desenvolvendo na época, o que deixou técnicas que resistem até hoje – como o uso de impressões digitais.

O livro se aproxima de um romance policial. Os autores imprimem um ritmo de ação para a solução dos casos, enquanto lançam mão da pesquisa para mostrar como a tecnologia se desenvolvia.

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