Crônica, Esporte, Música

Os livros que agora eu tenho, a memória que resiste e o futebol que nunca mais vi

Comprar livros às vezes é uma arte. Percorrer as prateleiras das livrarias revela na maior parte das vezes mais do mesmo, só que em alguns casos pode surgir na sua frente um livro dado como fora de catálogo. Aí, como resistir?

Foi assim que comprei boa parte dos livros do James Ellroy. Nos sites, alguns são listados como fora de catálogo, mas encontrei a trilogia do detetive Lloyd Hopkins na Fnac de BH escondida nas prateleiras de policiais.

Este ano, a arte de comprar ficou facilitada para quem frequenta os sites das principais livrarias. Saraiva e Cultura, em parceria com grandes editoras, promoveram grandes liquidações, com descontos de até 80%. Já foram mais de cinco queimas de estoque com títulos da Companhia das Letras, CosacNaify e Record, entre outras.

Comprei muita coisa neste ano nessas promoções. Kawabata, Norman Mailer, Naipaul, Tolstoi foram algumas das aquisições que chegaram via liquidações.

A última promoção foi da Cosac, com descontos de 60% – iria acabar hoje. Eram mais de 400 títulos, e alguns deles serão despachados aqui para casa.

9788575038321Mas mesmo um sistema de compra confortável como na internet deixa escapar alguma pérola. Andando pela loja física da Saraiva, encontrei “The Beatles – A História Por Trás de Todas as Canções”, de Steve Turner, uma joia que perfila as composições da banda – o autor já escreveu sobre Johnny Cash, U2, Marvin Gaye, Jack Kerouac. É da Cosac e estava incluído na promoção, mas deixei passar.

Na loja física, não perdoei. O preço: de R$ 54 por R$ 21,60. Hoje à tarde, a Cultura já não tinha mais disponível, mas a Saraiva, sim.

As promoções ajudaram não só a completar bibliografias, mas a conhecer novas literaturas e reavivar memórias. É um prazer único, como bem sabe Paulo Sales, companheiro de longa data e autor do blog Este Lado do Paraíso. Em plena madrugada de início de promoção, estávamos os dois conversando sobre as compras, trocando indicações, num papo que terminou numa lembrança da seleção brasileira de 1982, um ícone para a nossa geração.

Tudo isso por causa de um livro, “Recados da Bola”. Que em breve chegará em casa.

O Brasil de 1982 | AFP
O Brasil de 1982 | AFP
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